Entre os destaques de sua programação estão os seminários de cerâmica e os workshops de gravura, que reúnem artistas, pesquisadores e mestres de diferentes gerações, promovendo a troca de saberes técnicos, históricos e contemporâneos, além de estimular a experimentação e o aprofundamento das linguagens artísticas.
Um eixo fundamental da atuação do Coletivo Calouste é seu programa permanente de bolsas de estudo, voltado prioritariamente para pessoas de baixa renda. Esse programa amplia o acesso à formação artística de qualidade, contribuindo para a democratização da cultura, a inclusão social e a formação de novos artistas, artesãos e agentes culturais. As bolsas não são apenas um instrumento assistencial, mas parte estrutural de uma política de acesso, permanência e valorização da diversidade sociocultural.
O coletivo também desenvolve um trabalho consistente de articulação com grupos culturais locais e movimentos de base comunitária, fortalecendo redes culturais e valorizando saberes tradicionais e populares. Entre essas ações, destaca-se a parceria com o Cortejo da Ciata, importante manifestação cultural ligada à memória, à música e às tradições afro-brasileiras da região da Praça Onze.
No campo das artes públicas e das práticas colaborativas, o Coletivo Calouste realizou, em parceria com o PaPo Coletivo, a criação da escultura em homenagem à Ciata, projeto que articula arte, memória, território e identidade cultural. Essa iniciativa exemplifica a capacidade do coletivo de conduzir projetos de maior complexidade técnica e simbólica, envolvendo diferentes profissionais, linguagens e etapas de produção.
O compromisso com práticas ambientais e sociais também integra a atuação do Coletivo. Em parceria com o Atraca Treco e com as mulheres da Cooperativa de Catadoras da Jacutinga, foram desenvolvidas ações que unem reaproveitamento criativo de materiais, geração de renda, sustentabilidade e formação cultural, ampliando o impacto social dos projetos artísticos.
A capacidade técnico-operacional do Coletivo Calouste é resultado de uma equipe com ampla experiência na gestão, produção e execução de iniciativas artístico-culturais de diferentes escalas. A associação possui estrutura administrativa consolidada, diretoria atuante e um histórico comprovado de planejamento, coordenação e realização de cursos contínuos, eventos, exposições, espetáculos, projetos colaborativos e ações formativas de longa duração.
Atualmente, a diretoria (junho de 2026) é composta por:
Presidente: José Amilton Gonçalves
Vice-Presidente: Sandro Lucena Pires
Tesoureiro: Roberto Tavares
Secretário: Dony Gonçalves
A missão do Coletivo Calouste é apoiar, fortalecer e expandir a cultura do Centro de Artes Calouste Gulbenkian, desenvolvendo ações e projetos que dialoguem com o território, com a diversidade cultural da cidade e com os desafios contemporâneos da produção artística. Sua atuação busca consolidar o espaço como um núcleo vivo de formação, criação, experimentação e difusão cultural, capaz de articular tradição e inovação, técnica e sensibilidade, memória e futuro.
O Centro de Artes Calouste Gulbenkian foi criado em 11 de março de 1971, na região da Praça Onze, em um momento histórico de forte efervescência cultural e transformação urbana do Rio de Janeiro. O espaço recebe esse nome em homenagem à Fundação Calouste Gulbenkian, instituição cultural sediada em Lisboa que financiou a construção do prédio com o objetivo de ampliar o acesso às artes e fomentar a formação artística no Brasil.
Em 1981, com o compromisso de garantir autonomia, continuidade e profundidade às ações culturais do espaço, foi criada a Associação dos Amigos do Centro de Artes Calouste Gulbenkian — o Coletivo Calouste. Desde então, o coletivo atua de forma contínua, independente e sustentável, mantendo cursos regulares, promovendo atividades formativas e desenvolvendo projetos culturais sem depender de aportes diretos do poder público para sua manutenção cotidiana.
Ao longo de mais de quatro décadas de atuação ininterrupta, o Coletivo Calouste consolidou-se como um importante polo de formação, criação e difusão artística na cidade do Rio de Janeiro. Sua trajetória é marcada pela diversidade de linguagens (Artes Visuais, Artes Aplicadas, Artes Cênicas e Música), pela consistência estética e pela capacidade de dialogar com diferentes públicos e territórios. São oferecidos cursos semanais nas áreas de artes visuais, cerâmica, gravura, artesanato, restauração, joalheria, pintura e técnicas mistas, além de workshops, palestras, seminários, encontros com artistas, intercâmbios com universidades e parcerias com instituições culturais nacionais e internacionais.